CÉU AZUL

Impressões de viagens, alquimia de verbos, tempo quando sobra e dá vontade. Casamento de sonho com vigília. Corpo de ser vagando pela dimensão das palavras.

Friday, March 02, 2007

Sem Colírio

Mascarado

evito ser reconhecido (e descoberto)
no mais amplo
voyeurismo.

Eu te olho,
você não me vê.
Eu te olho inteiro, você
perde meus olhos.

De óculos
escuros, recuso as cores,
disfarço
minha própria recusa
em me comunicar.

Assim eu posso te consumir mundo,
que não me saberás.

1 Comments:

Anonymous Paula Schuabb said...

Eu, é bem verdade,
Pouco me preocupo se me vê ou não
Olho mesmo
Olho tudo
Das suas nuvens até o chão.

6:23 PM  

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