CÉU AZUL

Impressões de viagens, alquimia de verbos, tempo quando sobra e dá vontade. Casamento de sonho com vigília. Corpo de ser vagando pela dimensão das palavras.

Wednesday, December 12, 2007

Faraônicas

Pra que tudo isso ? Tanto disso ?
Pra ver crescer o bolo
e estufar a conta
e ter muitos compromissos sociáveis
com gente invejosa, mesquinha e desinteressante ?
Pra ter todos os desejos atendidos
sem presença de Gênio,
apenas com destreza genética ?

Essas casas bem-sucedidas,
esses casos mal-contados,
tanto acúmulo, tanta mentira
rica, que não se pode nem mais chegar
em casa a não ser
pelo AR.

1 Comments:

Blogger romulo de almeida said...

a pergunta em riste do poema tem no corpo deste uma resposta nada irônica, mas real... ao final este AR, por onde somente se pode entrar em casa, tem a contraface de um nada.sem discussão. dada a pergunta incisiva, direta, verdadeira, possivelmente.

9:32 PM  

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